Eu nunca fui de muitos planos. Quem acompanha esse blog, ou quem me conhece, provavelmente já sabe disso. Nunca fui de pensar muito longe, traçar todos os passos e analisar todas as possibilidades para se atingir uma meta daqui a cinco, dez, quinze anos. Eu tenho metas, claro. Mas a forma como chegarei até elas fica mais por conta da situação que de um planejamento meticuloso.
Isso tem suas vantagens. Por exemplo, quando fui desligado da empresa, isso não jogou por terra qualquer planejamento que necessitaria ser refeito. Pelo contrário, isso abriu-me uma série de possibilidades (infinitos potenciais?), quase uma versão mais sutil da velha máxima que diz que "quem nada tem, nada tem a perder".
E hoje sinto-me completamente nessa folha em branco. Minha meta mais imediata, que era terminar a faculdade, está concluída. Meus passos a partir desse ponto nunca foram traçados e, como sempre o faz, a vida me deixou em uma situação de liberdade plena para seguir qualquer caminho. Nada me amarra ou segura num ou noutro percurso definido: posso simplesmente seguir qualquer direção.
E eis que num desses empurrões que levamos, quase como uma inspiração divina, foi-me dada uma ideia fantástica sobre que rumo tomar. Algo que eu já planejava fazer num futuro mais distante, mas cuja oportunidade se apresenta de fazê-lo já.
O ano rapidamente se desenrola em seu final. Como tem sido a norma nos últimos dois ou três anos, esse também vai terminar com muita mudança e aprendizado, liberando as velhas energias para que o ano seguinte comece no seu máximo potencial. Houve um tempo em que a virada de ano era apenas uma data simbólica. Hoje vejo que é muito mais.
