IE6 no more!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Planos

Eu nunca fui de muitos planos. Quem acompanha esse blog, ou quem me conhece, provavelmente já sabe disso. Nunca fui de pensar muito longe, traçar todos os passos e analisar todas as possibilidades para se atingir uma meta daqui a cinco, dez, quinze anos. Eu tenho metas, claro. Mas a forma como chegarei até elas fica mais por conta da situação que de um planejamento meticuloso.

Isso tem suas vantagens. Por exemplo, quando fui desligado da empresa, isso não jogou por terra qualquer planejamento que necessitaria ser refeito. Pelo contrário, isso abriu-me uma série de possibilidades (infinitos potenciais?), quase uma versão mais sutil da velha máxima que diz que "quem nada tem, nada tem a perder". 

E hoje sinto-me completamente nessa folha em branco. Minha meta mais imediata, que era terminar a faculdade, está concluída. Meus passos a partir desse ponto nunca foram traçados e, como sempre o faz, a vida me deixou em uma situação de liberdade plena para seguir qualquer caminho. Nada me amarra ou segura num ou noutro percurso definido: posso simplesmente seguir qualquer direção.

E eis que num desses empurrões que levamos, quase como uma inspiração divina, foi-me dada uma ideia fantástica sobre que rumo tomar. Algo que eu já planejava fazer num futuro mais distante, mas cuja oportunidade se apresenta de fazê-lo já.

O ano rapidamente se desenrola em seu final. Como tem sido a norma nos últimos dois ou três anos, esse também vai terminar com muita mudança e aprendizado, liberando as velhas energias para que o ano seguinte comece no seu máximo potencial. Houve um tempo em que a virada de ano era apenas uma data simbólica. Hoje vejo que é muito mais.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Paraíso

Enfim, engenheiro.
 
Após sete longos anos de faculdade, de risos e choros, de alegrias e tormentos, com emoção até o final, estou graduado na Unesp de Guaratinguetá como Engenheiro Mecânico. Tecnicamente, ainda falta colar grau, o que deve ocorrer na próxima semana, no mais tardar no final de janeiro. Não obstante, a faculdade já está concluída e é partir para o abraço.

Não sei direito como me sinto. A alegria é imensa, mas acho que ainda não caiu a ficha completamente. Dizem que dá saudades, vamos ver. Sempre fui um peixe fora d'água por ali, mudando de turma e vendo os colegas que entraram comigo se formarem primeiro. Ou depois. 

Em janeiro vem o baile, vamos comemorar muito, estou certo. E em março vem o churrasco dos ex-alunos, fico feliz de finalmente poder participar desse nessa condição.

Obrigado a todos que me deram força. Vocês sabem quem são.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Bring it on!

E como não poderia deixar de ser, minha faculdade terá emoção até o final. Hoje tenho exame da disciplina que me falta, único obstáculo assomando desafiador à minha frente. Só falta essa. É a última, do ano ou da faculdade. Passar significa graduar engenheiro; reprovar significa amargar mais um ano de faculdade com apenas uma disciplina, já que todo o resto está finalizado.

Falhar não é uma opção.

domingo, 11 de dezembro de 2011

I hold my breath.


The days become stagnant
as I creep throught them.
The expectation dormant
as I lay and rise again.


Two more steps
Shallow, easy ones. 
So I can finally get
That which I want.


I hold my breath as I'm almost free.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A dois passos do paraíso

E no meio desse dezembro caótico, encontro-me a duas pendências para o fim de minha faculdade. Uma delas está resolvida: meu trabalho de conclusão será defendido na segunda-feira e, num lampejo de sorte, já vi até a nota que me deu meu orientador. Nada perfeito, mas certamente bom o bastante. Apenas finalizar a inevitável apresentação e tudo concluído.

A segunda é esperar a nota da prova que fiz quarta-feira. Não sei ao certo se deu para passar. Caso sim, estou livre. Se não, na quarta tenho outra, a última de todos, último obstáculo de sete anos de longos obstáculos. 

Tudo é como deve ser.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O susto e a sincronicidade

Ontem, após dois anos e oito meses, vítima de cortes pela baixa de faturamento, fui demitido da empresa onde trabalho trabalhava. 

Não era inesperado, totalmente. O faturamento caiu quase pela metade, era inevitável que cedo ou tarde rolassem cabeças. E se tal limpeza chegasse à engenharia, era inevitável que eu seria o primeiro, por diversos fatores. Ainda assim, não deixou de ser uma surpresa. Sair de uma reunião, por volta das onze, ser chamado para o RH e receber o recado, direto e sem muitos floreios. Papéis para assinar e o carro já lhe esperando para levá-lo embora. O computador já sem acesso, nada de email de despedida. 

Após o susto, a sincronicidade. Ao chegar em casa, havia um email em minha caixa de entrada, de outra empresa, dando continuidade ao processo que estava parado. Enviado, ainda, no auspicioso horário de 11:11!  Acho que meu desemprego não vai durar muito tempo.

Como eterno e incurável otimista que sou, crente na sincronicidade da vida, sei que isso é uma oportunidade de mudar, não uma perda. Não para mim, pelo menos. E tudo é como deve ser.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Montanha-russa

E subimos e descemos e subimos de novo nessa montanha-russa, enquanto somos jogados para o lado, virados e revirados e torcidos. Ainda me surpreendo como uma mudança inevitavelmente desencadeia tantas outras!

A última novidade veio na forma de uma vaga para emprego. Bom salário, boa empresa, perspectiva interessante. Mas em São Paulo. Será que vai dar certo e eu vou morar no lugar em que jamais achei que fosse? 

Só esperando para ver, nesse caso.